A RAZÃO DESTE BLOG
Desde há alguns anos que venho germinando a ideia de criar um blog, que, em simultaneo se constitui-se como espaço de aprendizagem e de convívio.
Nos ultimos dois anos tenho estado envolvido directamente na génese de pequena empresa familiar, vocacionada para a produção de plantas aromáticas e medicinais, e nesse contexto muitos foram os contactos que estabeleci.
Duas constatações retirei de imediato:
Com este BLOG o meu propósito é congregar pessoas, que, interessadas na matéria, ajudem a desenvolver o sector. Se o assunto lhe interessa, então, por favor, participe no blog.
J. Oliveira Dores
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Este será certamente o último post que farei neste Blog, pois, como já antes por várias vezes referi, o projecto que se encontrava associado deixou, infelizmente, de fazer qualquer sentido.
Para que conste, e depois de tanto me queixar sobre os atrazos do PRODER, quero aqui deixar escrito que em 12 de Outubro recebemos finalmente os contratos assinados, pelo que poderiamos a partir dessa data receber as ajudas aprovadas.
Infelizmente este apoio veio tarde, muito tarde! Nessa mesma data já haviam sido dados passos definitivos para a extinção da sociedade.
Poderão alguns dizer que isto demonstrou que o projecto não era viável sem os apoios (subsídio dependência), eu direi que não é assim, e que a descapitalização que levou a nossa decisão de encerrar a empresa resultou claramente de durante mais de um ano enfrentarmos uma situação ambigua (avançar ou não?; correr o risco ou não?).
Tinhamos indicações que o projecto estava técnicamente aprovado (e bem classificado) desde Dezembro de 2008, mas estavamos incapacitados de realizar os investimentos necessários ao verdadeiro arranque da exploração, e sem isso não havia qualquer possibilidade de encaixar receitas. Os capitais que existiam acabaram por ser consumidos em despesas correntes ( factores de produção, avenças técnicas, segurança social, etc) e em algum investimento que fomos (erradamente ?) realizando, como seja a baertura do furo de captação de água (investimento não apoiado no âmbito do projecto, mas exigido como condição de base) .
Enfim, a corda foi esticando, esticando, até que partiu.
PUBLICADO NO JORNAL DE NEGÓCIOS ONLINE POR EVA GASPAR
Portugal perdeu no ano passado 71 milhões de euros de fundos estruturais comunitários por falta de absorção no prazo previsto, o que representa o valor mais elevado dos 27 países da União Europeia (UE), noticia hoje o jornal “Público”.
Deste montante, 64 milhões referem-se a ajudas agrícolas, cinco milhões a ajudas regionais e dois milhões a financiamentos na área das pescas que foram "comprometidos" em 2005 e que deveriam ter sido gastos até ao fim de 2008 ao abrigo da chamada regra da “guilhotina”, que faz com que as verbas programadas para um determinado ano sejam dadas como perdidas se não forem gastas efectivamente gastas nos dois anos seguintes.
Segundo o “Público”, a Comissão Europeia “desdramatiza as perdas portuguesas, frisando que representam apenas 2% do total dos fundos que estavam previstos nesse ano para o País”.
De acordo com o ultimo levantamento público da execução financeira do terceiro Quadro Comunitário de Apoio (QCA) – que terminou em Junho passado – Portugal já tinha perdido igual montante de fundos em 2007. A síntese de execução dá conta de 71,2 milhões de euros perdidos nesse ano, e de outros 27,9 milhões que, por falta de execução atempada, foram igualmente “devolvidos” a Bruxelas desde 2000, ano de arranque do terceiro QCA.
Estes valores fazem com que no total do período de vigência (2000 a 2006, com pagamentos até Junho de 2009) do último QCA – que entretanto foi substituído pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional, o QREN – Portugal tenha perdido 106 milhões de euros (num total europeu de 1300 milhões de euros).
O “Público” sublinha que este valor “não tem em conta o montante superior a 200 milhões de euros que foi perdido nos primeiros cinco anos de vigência do programa de apoio ao desenvolvimento rural, o Ruris, que vigorou igualmente entre 2000 e 2006 mas não estava sujeito à regra da guilhotina N+2” .
O jornal contactou o ministro da Agricultura, Jaime Silva, que “precisou que todas as perdas ocorreram antes da sua chegada ao Governo, garantindo que, desde 2006, os fundos europeus sob a sua responsabilidade registam uma taxa de execução de 99,3% ". Esta absorção "ainda pode ser melhorada porque os pagamentos continuam até ao fim do ano", acrescenta o responsável.
Só para que se saiba da inacreditável forma como o PRODER funciona quero compartilhar as últimas.
Ao que parece no dia 30 de Julho, no IFAP, alguém terá finalmente assinado os contratos (nada de grande atrazo uma vez que estes, já por nós assinados, tinham sido enviados por correio registado para o IFAP nas Caldas da Rainha no dia 16 de Junho).
Tambem de acordo com as informações do IFAP (de 11 de Agosto), no dia 6 de Agosto os ditos contratos teriam finalmente chegado á scretária de alguem que os teria então enviado por correio (lindo, não é? 6 dias para viajar de uma mesa para outra). Infelizmente não me foi possivel obter a confirmação se esse alguém já teria de facto enviado os malvados contratos para o correio (acreditem que é verdade, ninguem sabia....).
Estamos a 25 de Agosto e nada. Será que também os correios fazem parte desta conspiração, ou será que os contratos continuam em cima de uma qualquer secretária ali para a Rua Castilho? No meio destas minhas duvidas chego a pensar que talvez o "responsavel" por colocar as cartas no correio esteja de férias....
Uma ultima observação para todos aqueles que me enviaram e-mails de solidariedade e encorajamento. Tenho pensado bastante e lá para finais de Setembro irei tentar retomar a linha inicial de divulgar o pouco que sei e for aprendeo sobre PAM´s.
Quanto ao projecto, bem esse está claramente morto....
Talvez um dia, se ainda tiver tempo, se arrisque de novo. Para já é impossivel e a unica coisa que nos resta é minimizar os prejuizos.
Desde final de Maio que, neste blog, me tenho remetido ao silencio. Não por nada ter para dizer mas antes por achar que devia fazer uma profunda reflexão sobre a continuidade ou não deste blog.
Hoje, dia 25 de Julho, mais de um ano após a entrega da nossa candidatura ao PRODER (19 de julho de 2008) continuamos á espera que nos sejam atribuidos os apoios financeiros a que, dentro do actual quadro legal, temos direito.
Desde 2007, altura em que a empresa foi constituida, até hoje, temos realizado sem qualquer ajuda, os investimentos possiveis e assegurado o funcionamento da empresa, com todos os custos inerentes a esta situação.
Agora as dúvidas sobre o futuro adensam-se e a cada dia que passa questiono-me sobre se poderemos ou não continuar.
A nossa capacidade de autofinanciamento esgotou-se, e esta dura realidade sobrepõem-se ao entusiasmo e á vontade de avançar.
Todos os dias me questiono sobre como ultrapassar esta situação.
Infelizmente, não vislumbro a mais pequena luz no fundo do túnel!
Uma ideia, mesmo que boa, carece de meios materiais para ser concretizada.
Em, 2007, quando tudo começou, os apoios estavam em banho-maria, pois o Ministério da Agricultura ainda não tinha fechado a negociação com Bruxelas. Todo o processo que então desenvolviemos (por indicação da DRALVT) apenas serviu para consumir recursos finaceiros e tempo. De nada valeu.
Hoje olho para trás e vejo tanto trabalho perdido, tanto tempo desperdiçado, tanto dinheiro gasto e quais os resultados?
Se á um ano nos tivessem dito que os 90 (noventa) dias uteis eram na verdade mais de 365 (tresentos e sessente e cinco) dias, então teriamos planeado as coisas de formas diferente, de molde a conservar a nossa capacidade de autofinanciamento e não fazer o que fizemos, crentes de que os atrazos, a existirem, seriam outros. Confesso que sempre julguei que até ao final de Dezembro o processo estaria concluido. Mas sobre este assunto já muito escrevi neste blog.
Agora o tempo é de nova e profunda reflexão. De uma coisa tenho, infelizmente, a certeza: o projecto tal como estava concebido é hoje impossivel de concretizar pela radical alteração dos pressuposto económicos.
Quanto ao futuro, infelizmente, mais nada consigo dizer....
Uma curta mas merecida referência a esta empresa da Vera Abreu. Conforme a própria me indicou começou a actividade na produção, em Coruche, há já alguns anos. .Produziu erva-principe, lucia lima, hortelã piperita, perpétua roxa, oregãos, alecrim, poejos, tomilho limão e officinallis.Instalou unidade de secagem e criou a marca Alecrim aos Molhos .
O sucesso foi grande, de tal forma que se tornou necessária alguma especialização, tendo a Vera optado pela vertentes de processamento e comercialização.
Quero hoje fazer uma curta nota sobre esta ONG colombiana pelo exemplo que nos trás. O meu conhecimento desta instituição foi obtido a partir das indicações de Nelson Andrés Martínez, engenheiro agroindustrial e gerente comercial daquela ONG a quem desde já muito agradeço pela atenção e disponibilidade que tem mostrado.
Um trabalho que merece sem duvida apoio e que nos deve igualmente fazer reflectir sobre as regras do comercio mundial.
Para os interessados nas PAM´s,nas vertentes da produção, da transformação e da comercialização, o trabalho que esta instituição tem desenvolvido é de grande interesse, muito em particular se forem pequenos empresários agricólas.
Para quem esteja interessado deixo aqui o endereço da Fundacofan .www.geocities.com/fundacofan/
Nos próximos dias 4 de Julho de 2009 (Sáb.), e 11 de Julho 2009 (Sáb.), a Fundação de Serralves organiza sessões de informação/formação sobre a temática das plantas aromáticas. para além de identificação de exemplares no Jardim Botãnico da Fundação, será igualmente abordado o tema da extracção de óleos essenciais.
www.serralves.pt/actividades/detalhes.ph
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